Das canções que toquei.

A tarde estava fria, e uma neblina caia sorrateira umedecendo as folhas da grama em meu jardim enquanto eu sentado no piano dedilhando as canções que gostava de tocar.
O tempo passa em nossas vidas e poucas coisas valorizamos; parece tudo tão supérfluo, os sentidos das cores, os ritmos das canções, os embalo da bola das crianças que correm na rua, enquanto ela fica as crianças crescem e partem.
Sentado ali ao som de uma nota menor, enquanto lembrava da ultima canção que toquei onde meu pai com lagrimas me observava. Pensei que aquela seria uma das melhores composições na qual havia feito.
Geralmente quem toca piano, oferece sua alma nas pontas dos dedos para tocar a alma de quem ouve, mas eu não sabemos tocar; nem piano, nem as almas das pessoas. Somos frio e calculista como a neblina que cai por agora no jardim; pela janela enquanto a tarde úmida se vai, ficamos sentado ao pé do piano dedilhando nosso ultima canção, onde nossos sentimentos se esvaem com saudades do meu pai.


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