Dezesseis.
Os dias agora estavam mais aquecidos com a chegada do verão, e tudo que ele queria na realidade era aproveitar o entardecer sentado na areia úmida, que agora era banhado por pequenas ondinhas.
O vento batia suave em sua face triste e solitária, as rugas das queimaduras do sol ajudavam dar um ar de aparência mais velha aquele pequeno homem; que agora perece perder-se junto com seu olhar na imensidão azulada do mar.
Um casal mais jovens se aproximam, mais como se ele não estivesse ali, eles passam e nem olham, seguem caminhando pela areia da praia e vão até sumirem de vista.
O silêncio e as vezes é quebrado por um estrondo de uma onda mais forte, mais nada que o incomode, ali inerte em seu mundo a parte tentando desenrolar seus pensamentos, que vagueia pelos anos esquecidos na memória. Seus dezesseis, há os dezesseis anos,como tudo passa rápido, os projetos as oportunidades que vieram e se foram como as brisas das marés, os amigos que se foram e não voltam mais. As partidas de futebol, as corridas de bicicleta, quantas energia gasta simplesmente por um instante de euforia.
Agora ele junta um punhadinho de areia e começa soltar entre dedos observando o vento espalha-las e percebe que algumas se vão e caem bem mais longe. Talvez sejam assim nossos dias pensou! São como os grãos de areia espalhados pelo vento que vão mudando conforme muda a direção do vento; mesmo que elas queiram cair direto pela gravidade, mais o seu peso que determina onde cair, e as vezes impedem de alcançar os objetivos correto.E a vida pensou aquele pequeno homem de olhar profundo e cansado de lutar com a vida, precisava ir pois agora o sol já havia se despedido e o vento agora sopraria do mar aberto trazendo uma brisa fria e úmida.
Levanta: olha mais uma vez para o mar; como se estive-se despedindo de um grande amigo e confidente, segue rumo a praça central se despedindo da areia que estará esperando por sua visita em outras tardes lindas quem sabe!

Comentários
Postar um comentário