Só o tempo.
Por onde começar, ou onde parar; só o tempo! Só o tempo pode nos mostrar o quanto envelhecemos, o quem amamos e quem um dia decidiu nos abandonar.
Porque razão o vento sopra em varias direções, ou porque as folhas caem, as flores murcham; e porque não falarmos do silencio.
Quando das manhãs de primavera, sentir os cheiros suaves das flores que despertam um colorir em nossas vidas.
Porque não falar das tardes cinzentas do outono, as lembranças podem reproduzir em nós coisa que só o tempo pode produzir.
Das passadas largas nas calçadas em busca de um bom café para aliviar o cansaço de um dia triste; agora não ha mais primavera; e não ha mais vida nas plantas, suas folhas avermelhadas que cismam em cair sorrateiramente cobrindo a grama do jardins, quem pode explicar! Só o tempo!
Quando o calor de uma manhã de verão não são incomparáveis as noites de inverno, de céus estrelados, onde a estrela vermelha conta seus contos de casais apaixonados em suas lembranças extravagantes consumidas pelo tempo; só o tempo! Um dia, uma noite ou apenas um momento.
Porque não falar das gaivotas, fragatas e mergulhões, das conchinhas brilhosas trazidas pelas correntezas das mares, ou até mesmo dos reflexos do sol das seis da manhã que risca o azul do mar.
Porque não falar de que o tempo nos trouxe, e como uma neblina suave que se esvai com o calor do dia, também vai nos conduzindo ao final de tudo.
Há o tempo! Só mesmo o tempo.
Há o tempo! Só mesmo o tempo.

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