Sol da Saudade
O tempo é passageiro, como um filete de água que não cansa de escoar-se do pé da rocha; olho para o horizonte, e me vem as boas lembranças a tona daquelas tardes de outono de céu azul.
Ainda é verão, mas o vendo frio e desavisado agora começa o surrar meu rosto cansado de um dia duro de trabalho.Sei que nenhum dos dias são extremamente iguais a outro,mas algo no ar me diz que já estive momentos como esse, embora sabemos que quase tudo se repete, não os dias! não!eles passam de formas diferentes. As flores da primavera não se compara as folhas amareladas do outono, nem mesmo os brotos verdes do começo de verão; mas tudo é de rara beleza, os perfumes agora são mais aguçados, sim posso sentir o cheiro da plantas do meu jardim entrarem pela janela do meu quarto e invadir a minha alma pesarosa de saudade. As lembrança agora surrateiam minha memória me carregando em viagens distante no passado,olho mais uma vez pela janela pra ver se estou acordado mesmo, se tudo não passa de ilusão de minha mente cansada, mas me deparo com a realidade de uma bela tarde de sol; gostaria que eles estivem aqui! Não consigo pensar que eles se foram, foi como uma tarde linda de sol engolida pela escuridão da noite que eles passaram por mim.
Ficou a ternura da saudade, das boas lembranças, das conversas das tardes de outono sentado na grama fresca do jardim da casa grande.
Mas a algo que ainda posso fazer, é pisar a areia fria da praia, contemplando as ondas na sua imensidão azul do mar, ouvir canto de gaivotas e sussurrar a canção que fiz pra ela, pois ela ainda esta aqui; suave como a brisa.
Lembranças que o sol da saudade me trazem.
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