Quando se esforçar já não é suficiente.
O sol continua com todo seu fulgor a maltratar a minha pele; o suor escorre pelo meu rosto, penetra em meus olhos e começa arder pelo sal. Caminho mais alguns metros a procura de uma sombra para me abrigar; respiro ofegante por uns minutos, e logo percebo que já não sou o mesmo. A idade vai chegando e com ela todas as lastimas que nosso corpo sofreu durante as lutas ao longo dos anos.
Gostaria de voltar um pouco no tempo, onde meu corpo tinha força para desafiar as intempéries da natureza, mas isso agora é impossível, não da para lamentar pois os dias difíceis ficaram para a história. Na juventude tínhamos muito no corpo e pouco na cabeça; hoje pouco no corpo mais muito na cabeça. principalmente porque podemos olhar para traz e se regozijar dos feitos bem feitos. Tudo tem seu tempo e a seu tempo, até para envelhecer. As rugas e cabelos que começam embranquecer, cicatrizes e muitas historias a serem contadas. Dos amores, das dores e decepções que a vida nos mostra, nas curvas de nossa existência. Caminhadas mal planejadas, escolhas mal feitas; tudo isso foi nossa escola, inimigos com faixa de amigos, trabalho mal realizados, queixas desnecessárias e arrependimentos enumerados por não ter sido melhor. Algum tempo depois percebo que sol já não esta tão escaldante, retorno a correria do dia.
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