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Mostrando postagens de março, 2025

Mais uma vez

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  Um olhar mais uma vez para o horizonte, onde o sol agora começara a despedir-se de mais um dia. A brisa que vinha do mar estava fresca, logo a cima passou um enorme bando de pássaros migratórios fazendo ressoar as asas. Havia uma meia dúzia de crianças gritando e correndo; o motivo, não sabemos, elas estão sempre correndo e gritando mesmo. Um olhar mais lucido agora para as montanhas podíamos ver algumas árvores, que despontavam a cima das outras com cores diferenciadas. Mais ao norte um jovem senhora, tentava acalmar seu cão vira-latas, que agora insistia saltar um pequeno muro atrás de um gato todo malhado que sairá não sei de onde. O sol agora se mostra entre as ultimas folhas das árvores da pequena montanha. Uma  ultima olhada no relógio, estava na hora de partir. O azul celeste se misturava com o infinito oceano  para quem olhasse para o leste, onde ao longe uma pequena embarcação vagarosamente deslizava sobre a fita azul marinho. Ele esta de volta; exclamou, sim m...

Entre as nuvens.

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 Era uma tarde de inverno, o sol já estava pedindo permissão para bater em retirada; o caminhada pela orla da praia trazia uma visão das mais belas. Cabisbaixo e pensativo ele seguia ao encontro daquela que mudaria qualquer dificuldade que tivera no decorrer do dia. Seu sorriso e jeito carinhosa, ela era de fácil lidar. Logo a avistou, seu coração disparou ao ver aquela meiga figura que caminhava ao seu encontro. Olhares se cruzaram, um doce sorriso, e os dois se misturaram em apertado abraço, quando perceberam estavam no píer, olhando as ultimas gaivotas que procuravam por abrigo para passar a noite; que agora parecia desenha-se muito fria. Ele tirou seu casaco e colocou ligeiramente sobre os ombros dela, começaram a caminhar vagarosamente pela praia que agora, estava apenas sendo humedecida pelas ondas que espumavam sobre ela. O ruído delas quebrando, fazia com que mantivessem silencio enquanto caminhavam. Olhares foram trocados por alguns segundo, e as palavras surgiram novament...

Vivendo no limite.

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 Era quase final de ano, mas para aqueles meninos pobres, era o inicio de um sonho; os presentes que poderiam ganhar de natal. Quase todos anos eles ganhavam alguma coisa, tanto que os mais zelosos ainda tinham os carrinhos dos anos anteriores. Era a única coisa boa que acontecia ao longo de um ano. Nos demais dias, era sofrimento e tristeza, com o calor escaldante de verão, as tempestades no final do período; e sem contar com a fome que as vezes era de torcer o estomago. Mas não havia tempo para lamentos, se a natureza e as coisas não contribuíam muito, a falta de vontade nunca faltava para aquele meninos pobres, o trabalho duro na ajudar seus pais, horas de caminhas para chegar na escolinha; isso nunca fora sacrifício.  Os tempos se foram, como agua que corre em desfiladeiros, foram-se rápidos os dias; mas as dificuldades agora de jovens adolescente com responsabilidades dobradas não aliviaram a rotina deles. Agora os trabalhos eram pesados, mas a barriga já não doía tanto, ...