Vivendo no limite.
Era quase final de ano, mas para aqueles meninos pobres, era o inicio de um sonho; os presentes que poderiam ganhar de natal. Quase todos anos eles ganhavam alguma coisa, tanto que os mais zelosos ainda tinham os carrinhos dos anos anteriores. Era a única coisa boa que acontecia ao longo de um ano.
Nos demais dias, era sofrimento e tristeza, com o calor escaldante de verão, as tempestades no final do período; e sem contar com a fome que as vezes era de torcer o estomago. Mas não havia tempo para lamentos, se a natureza e as coisas não contribuíam muito, a falta de vontade nunca faltava para aquele meninos pobres, o trabalho duro na ajudar seus pais, horas de caminhas para chegar na escolinha; isso nunca fora sacrifício.
Os tempos se foram, como agua que corre em desfiladeiros, foram-se rápidos os dias; mas as dificuldades agora de jovens adolescente com responsabilidades dobradas não aliviaram a rotina deles. Agora os trabalhos eram pesados, mas a barriga já não doía tanto, as tempestades de final de período, já não eram tão assustadoras pois a casa agora era bem resistente.
O calor escaldante continuava, mas e noites sem dormir do frio; agora eram aquecidas pelos cobertores.
O tempo continuou correndo, e só sobrou as lembranças daqueles meninos que um dia viveram no limite.
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