O esconderijo de Ray

 O verão já tinha acabado, mas o calor ainda o sufocava as vezes, o caminho até as montanhas eram estreitos e íngremes. Ray caminhava apressadamente, o suor que agora escorria pela sua face penetrava em seus olhos fazendo arder; mais ele não podia parar, logo o sol ia se por e não chegar o topo da colina com claridade não era um bom negocio. Uma rápida parada para tomar um gole de água e amarrar sua botas, eram os minutos que poderia perder. Logo estaria na clareira, ali a floresta surrada pelo vento, já não era alta e os últimos raios de sol agora estavam a mostra, alguns metros do topo da colina a vegetação era uma mistura de musgo esverdeado com pequenas arvores, algumas orquídeas de flores amareladas, típicas do outono naquela região. Mais uns passos e agora, ele poderia descer sua mochila carregada de equipamentos para acampar. Que lindo! Sussurrou ele ainda ofegante! É o melhor lugar aonde alguém como eu poderia estar, pensou ele em voz alta! Ray não era muito sociável, gostava de ler e tocar piano, e não jogava conversa fora. Sempre sereno e muito inteligente, quase não conseguia se familiarizar com os colegas de trabalho e da faculdade. A maioria deles fumavam e bebiam, não era sua praia, jogar dinheiro fora com isso! A barraca já estava pronta e agora a tarefa era juntar gravetos para a fogueira, passar a noite sem uma fogueira, não era bom negocio. O sol já se punha e o vento frio da montanha agora era constante.

Mais uma olhada para o horizonte azulado, com tom de purpúreo ao declínio da terra, agora era só aceder a fogueira, lanchar e esperar pela manhã enrolado dentro de sua barraca. Ao começar escurecer o vaga-lumes vinha em direção a fogueira, eram muitos parecia uma grande avenida cheia de carros. Ray adormeceu.

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