Invasão.
A tempos vimos nos perguntando; o que será que fizemos de nossas vidas? O tempo passou e parece que a a felicidade foi embora junto com nossa idade. Os dias parecem não ter mais sentido. Os filhos se foram cada um cuidar de seus afazeres, se formaram casaram-se, agora só o silêncio da casa, tudo parece monotono, as tardes de outono agora são cinzestas, o sol já não é tão bonito no poente. A brisa fria que penetrava a janela, agora é quente e umida, quase sufocante. Nosso jardim esta palido e sem flores. Os meus espaços agora estão ocupadas com coisas que não são nossas. Os anseios pelas viagens conhecer lugares novos, já perderam o brilho, assim como a luz do sol sobre o oceano, não há reflexos nas ondas, gaivotas cantam tristes empoleiradas nos postes de luz da orla marítima. A barba esbranquiçada que cobrem parte do rosto marcado pelo sol escaldante de verão, as rugas e cicatrizes agora são mais aparente: e isso é tudo que resta de uma vida marcada pelos esforços e sofrimentos. Em nossa juventude as estações eram marcadas por etapas, jogar bola com campo enxarcado com as chuvas de verão, no outono sentavamos a observar as tardes lindas de céu limpido azulado, no inverno as corridas,os cafés quentinho,na primavera os momentos das fotos dos jardins cobertos de flores. O tempo passou e só resta as lembranças de um tempo que não voltam mais.

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