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A janela quebrada.

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Eram quase meia noite e ela ainda estava acordada, seu dia  tinha sido cansativo os filhos pequenos, e agora com mais esse papel; trabalhar e ser mãe ao mesmo tempo. Era uma tarde de outono quando ele a conheceu, o vento vindo da costa esfriava repentinamente aquela tarde, e nos estávamos no estacionamento quando ela passará por nós; cumprimentou com sorriso triste e cansado, mas pondera depois de tantas horas de trabalho seria quase impossível não sentir cansaço. Cabelos presos e uniformizada que escondia uma certa beleza, parecia aquelas lindas mansões com piscinas e belos jardins floridos, mas com uma janela quebrada tirando o credito para quem apenas olha, o desleixo dos seus proprietários.Tudo que parece abandonado perde o  seu certo valor; precisa-se de muito cuidado para ser restaurado e do interesse de quem quer investir. O tempo passou e as estações se foram juntas, sonhos que tinha, se esfarelando junto com as esperanças e projetos que não lhe renderam nada, apenas c...

Prisioneiros do acaso.

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O tempo esta passando,estamos todos em casa e observando o jardim; está secando, por causa das mudanças repentinas de temperatura. Hoje pela manhã esta bem frio,mas logo o sol veio iluminar a manhã e nos aquecer tornando uma manhã muito linda de céu límpido. Mas infelizmente para nos não adianta muito, nos tornamos "prisioneiros do acaso",o acaso não pode  nos deixar sair e viajar; as vezes nos angustia, e pegamos pensando "o quanto nos vale a liberdade!" Como é ficar preso em uma minuscula gaiola então;com a vastidão do infinito para voar? Como é desconfortante refletirmos no que tiramos de outros quando o agora nos é tirado. A semanas não sinto o cheiro do mar nem ouço o guilhochar das gaivotas, e como estará ás pequenas pedras brancas que as ondas sempre trazem por essa época? Tudo passa muito rápido:e o que estamos perdendo? Quando do amanhã  se possível for olharmos para trás o que nos faltou? O que tiraram de nos? Ou sera que não eramos dignos de tal! A ...

Sol da Saudade

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O tempo é passageiro, como um filete de água que não cansa de escoar-se do pé da rocha; olho para o horizonte, e me vem as boas lembranças a tona daquelas tardes de outono de céu azul. Ainda é verão, mas o vendo frio e desavisado agora começa o surrar meu rosto cansado de um dia duro de trabalho.Sei que nenhum dos dias são extremamente iguais a outro,mas algo no ar me diz que já estive momentos como esse, embora sabemos que quase tudo se repete, não os dias! não!eles passam de formas diferentes. As flores da primavera não se compara as folhas amareladas do outono, nem mesmo os brotos verdes do começo de verão; mas tudo é de rara beleza, os perfumes agora são mais aguçados, sim posso sentir o cheiro da plantas do meu jardim entrarem pela janela do meu quarto e invadir a minha alma pesarosa de saudade. As lembrança agora surrateiam minha memória me carregando em viagens distante no passado,olho mais uma vez pela janela pra ver se estou acordado mesmo, se tudo não passa de ilusão de m...

Agora eu sei.

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São quase dezesseis horas,estávamos sentado olhando os pássaros que construíram seus ninhos em nosso pequeno jardim, seus voos quase que constantes em busca de matéria prima para sua delicada construção, isso me fez refletir o cuidado que cada ser tem com sua vida, seja ela mais ou menos relevante. Nesses vai e vem dos pássaros, nos fez ver o quanto falhamos com tudo que somos ou tentamos ser e fazer. Os pássaros tem uma atividade só, construir seu ninho para sua prole na qual faz com todo carinho e destreza. Diferente de nós humanos que por sermos seres racionais,pensantes mais do que produtivos; falhamos em todos os nossos aspectos mais simples da vida. Começamos nossas vidas falhando como filhos, alunos, namorados(as), esposo(as), pais, funcionários e patrões.Falhamos o tempo todo! Por essa razão criamos desculpas para tudo e para todos, reclamações de tudo e de todos,sempre procuramos culpados pelos nossos fracassos e lamentamos nossas mazelas quase que em coro. Passamos...

Dos dias lindos que vivi.

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Talvez aquela manhã seria igual a qualquer outra se não fosse o fato de termos nos encontrado, ao longe caminhando pela praia, mais parecia um deserto de areia gelada que teimava em confrontar aquela imensidão azulada e silencioso.  No fundo o sol que agora despontava causando um reflexo avermelhado no imenso tapete azul; eu estava ali imerso sobre aquela montanha de areia branca, minha mente desvairava viajando por mundos desconhecidos, a busca por entendimento de tantas belezas que não conseguiria desfrutar nem vivendo um milhão de anos. A sua presença foi logo notada pelo cheiro suave de flores das campinas colocadas em frascos para perfumar seu corpo,esse que agora exalava o ar em nosso redor. Um olhar poucas palavras, e agora estamos nos dois observando o nada, sentado sobre a areia fina e branca. Por fim um ruido quebra o silencio, eram as gaivotas que agora vibravam com o sol que não percebemos, mas já se encontrava alguns metros a cima da linha do horizonte. Nov...

Quando eu morrer.

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Será que; quando eu morrer levarão flores amarelas e vermelhas? Ou apenas lenços brancos! Que deixarei; e que história contarão ao meu respeito? Aos que me amaram, chorão pouco se conformaram logo, pois me amaram; aos que não fizeram plantearão junto ao meu féretro por aquilo que não fizeram,em vão falso como seus amores. Será que terá sol ou chuva? Não sei! Se estiver de sol,vão pelas sombras; se chuva levem guarda -chuvas. Apenas não se demorem com minha despedida; pois quem por perto esteve desfrutou de tudo que pude dar, quem não o fez não tem porque tanto me olhar, ali jazera apenas meu corpo frio e vazio, porque se delongar! Será porque não estarei mais ali! Talvez seja porque quem distante ficou continuará distante. Quando eu morrer; evitem falatórios de bom pressejos, pois não melhorarei mais do que eras, pois aos que me odiaram,por seus ódio os fizeram; os que me amaram a sim fizeram por amor próprio. Não serei tão melhor, nem tão pior, apenas serei mais um que morre...

Só o tempo.

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Por onde começar, ou onde parar; só o tempo! Só o tempo pode nos mostrar o quanto envelhecemos, o quem amamos e quem um dia decidiu nos abandonar. Porque razão o vento sopra em varias direções, ou porque as folhas caem, as flores murcham; e porque não falarmos do silencio. Quando das manhãs de primavera, sentir os cheiros suaves das flores que despertam um colorir em nossas vidas. Porque não falar das tardes cinzentas do outono, as lembranças podem reproduzir em nós coisa que só o tempo pode produzir. Das passadas largas nas calçadas em busca de um bom café para aliviar o cansaço de um dia triste; agora não ha mais primavera; e não ha mais vida nas plantas, suas folhas avermelhadas que cismam em cair sorrateiramente cobrindo a grama do jardins, quem pode explicar! Só o tempo! Quando o calor de uma manhã de verão não são incomparáveis as noites de inverno, de céus estrelados, onde a estrela vermelha conta seus contos de casais apaixonados em suas lembranças extravagantes con...