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O esconderijo de Ray

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 O verão já tinha acabado, mas o calor ainda o sufocava as vezes, o caminho até as montanhas eram estreitos e íngremes. Ray caminhava apressadamente, o suor que agora escorria pela sua face penetrava em seus olhos fazendo arder; mais ele não podia parar, logo o sol ia se por e não chegar o topo da colina com claridade não era um bom negocio. Uma rápida parada para tomar um gole de água e amarrar sua botas, eram os minutos que poderia perder. Logo estaria na clareira, ali a floresta surrada pelo vento, já não era alta e os últimos raios de sol agora estavam a mostra, alguns metros do topo da colina a vegetação era uma mistura de musgo esverdeado com pequenas arvores, algumas orquídeas de flores amareladas, típicas do outono naquela região. Mais uns passos e agora, ele poderia descer sua mochila carregada de equipamentos para acampar. Que lindo! Sussurrou ele ainda ofegante! É o melhor lugar aonde alguém como eu poderia estar, pensou ele em voz alta! Ray não era muito sociável, gosta...

Pra ser sincero!

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O dia começou calmante, a luz do sol na janela penetrava entre as frestas deixada na cortina, os pássaros gorjeavam na arvore em frente a janela, quebrando o silencio do amanhecer. Ele esticou os braços preguiçosos, e logo estava de pé na varanda olhando para o céu azul. Que dia lindo! Precisava fazer tantas coisas, mas o dia estava tão bonito que preferiu sair, dar uma volta. Nunca foi seu costume sair final de semana, pois a responsabilidade domesticas eram prioridades. Mas seguiu pela avenida central ate a loja, pois precisava comprar alguma coisa que estavam em falta na casa. Na loja encontrou uma velha conhecida que fazia tempo que não há via! trocaram alguns assuntos, e logo estava de volta.  Uma boa olhada no jardim pra ver se estava tudo em ordem, segue-se então a rotina costumeira. Agora cheirava lavanda dentro de casa, estava tudo limpinho e perfumado, jogou-se na poltrona com controle nas mãos, e "pra ser sincero!" Adormeceu!

"Quem me dera!"

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Os dias passam rápido, e a ansiedade pela chegada do mês de seu aniversario, era tudo que ela queria. Aqueles momentos único, onde se apaga as velas e o pedido e feito; alias nunca é realizado, não sei porque fazer esses pedidos ela indagou! É apenas simbolismo exclamou ele! A vida é cheia de realizações continuou ele, a questão é qual valor que damos a eles. Certo! -Você tem razão! olha lá fora; o jardim esta todo florido, as borboletas ainda estão voando, mesmo que o sol já esteja se pondo elas continuam lá. -Veja quantas coisa boas e lindas temos e sem fazer nenhum pedido! O nosso aniversario é só mais uma data. E verdade! Disse ela, com olhar quase perdido, fixado no horizonte azulado. Como o tempo passa rápido! Ontem éramos apenas crianças, hoje já somos adultos querendo ser criança, muitas responsabilidades, mais ainda queremos bolo de aniversario com velas e tudo! Sorriu ele! Precisamos nos apressar, nossos amigos estão no portão, é vamos arrumar tudo! Vai ficar maravilhoso, ess...

Mais uma vez

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  Um olhar mais uma vez para o horizonte, onde o sol agora começara a despedir-se de mais um dia. A brisa que vinha do mar estava fresca, logo a cima passou um enorme bando de pássaros migratórios fazendo ressoar as asas. Havia uma meia dúzia de crianças gritando e correndo; o motivo, não sabemos, elas estão sempre correndo e gritando mesmo. Um olhar mais lucido agora para as montanhas podíamos ver algumas árvores, que despontavam a cima das outras com cores diferenciadas. Mais ao norte um jovem senhora, tentava acalmar seu cão vira-latas, que agora insistia saltar um pequeno muro atrás de um gato todo malhado que sairá não sei de onde. O sol agora se mostra entre as ultimas folhas das árvores da pequena montanha. Uma  ultima olhada no relógio, estava na hora de partir. O azul celeste se misturava com o infinito oceano  para quem olhasse para o leste, onde ao longe uma pequena embarcação vagarosamente deslizava sobre a fita azul marinho. Ele esta de volta; exclamou, sim m...

Entre as nuvens.

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 Era uma tarde de inverno, o sol já estava pedindo permissão para bater em retirada; o caminhada pela orla da praia trazia uma visão das mais belas. Cabisbaixo e pensativo ele seguia ao encontro daquela que mudaria qualquer dificuldade que tivera no decorrer do dia. Seu sorriso e jeito carinhosa, ela era de fácil lidar. Logo a avistou, seu coração disparou ao ver aquela meiga figura que caminhava ao seu encontro. Olhares se cruzaram, um doce sorriso, e os dois se misturaram em apertado abraço, quando perceberam estavam no píer, olhando as ultimas gaivotas que procuravam por abrigo para passar a noite; que agora parecia desenha-se muito fria. Ele tirou seu casaco e colocou ligeiramente sobre os ombros dela, começaram a caminhar vagarosamente pela praia que agora, estava apenas sendo humedecida pelas ondas que espumavam sobre ela. O ruído delas quebrando, fazia com que mantivessem silencio enquanto caminhavam. Olhares foram trocados por alguns segundo, e as palavras surgiram novament...

Vivendo no limite.

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 Era quase final de ano, mas para aqueles meninos pobres, era o inicio de um sonho; os presentes que poderiam ganhar de natal. Quase todos anos eles ganhavam alguma coisa, tanto que os mais zelosos ainda tinham os carrinhos dos anos anteriores. Era a única coisa boa que acontecia ao longo de um ano. Nos demais dias, era sofrimento e tristeza, com o calor escaldante de verão, as tempestades no final do período; e sem contar com a fome que as vezes era de torcer o estomago. Mas não havia tempo para lamentos, se a natureza e as coisas não contribuíam muito, a falta de vontade nunca faltava para aquele meninos pobres, o trabalho duro na ajudar seus pais, horas de caminhas para chegar na escolinha; isso nunca fora sacrifício.  Os tempos se foram, como agua que corre em desfiladeiros, foram-se rápidos os dias; mas as dificuldades agora de jovens adolescente com responsabilidades dobradas não aliviaram a rotina deles. Agora os trabalhos eram pesados, mas a barriga já não doía tanto, ...

Lembranças felizes.

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 Era sábado dia de feira na pequena cidade do interior, chegávamos cedo e íamos descendo pela rua cruzando pelas barraquinhas montadas; cada uma expunha seus produtos, frutas, verduras, roupas: mais o que nos gostávamos era da barraquinha do pastel e calde-de-cana, que ficava quase no final da feira. Comprávamos um pastel e algumas mangas, e nos dirigíamos para praça perto da igreja matriz; gostávamos de sentar na calçada da igreja que era bem elevada, construção antiga feita por escravos. Ao lado da igreja havia uma banca de revista que era do pai de um amigo nosso, aproveitávamos para ler gibis quando o pai dele não estava, porque ai poderíamos devolver sem ter que comprar. Como só viajávamos de ônibus e que tinha três horários, deixávamos para ir no ultimo horário que era as dezessete e trinta; então aproveitávamos cada minuto na pequena cidade, íamos na quadra onde estudávamos jogar: os times eram montados conforme a bola que aparecia, se bola fosse de basquete, time de basquet...