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Mais uma vez

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  Um olhar mais uma vez para o horizonte, onde o sol agora começara a despedir-se de mais um dia. A brisa que vinha do mar estava fresca, logo a cima passou um enorme bando de pássaros migratórios fazendo ressoar as asas. Havia uma meia dúzia de crianças gritando e correndo; o motivo, não sabemos, elas estão sempre correndo e gritando mesmo. Um olhar mais lucido agora para as montanhas podíamos ver algumas árvores, que despontavam a cima das outras com cores diferenciadas. Mais ao norte um jovem senhora, tentava acalmar seu cão vira-latas, que agora insistia saltar um pequeno muro atrás de um gato todo malhado que sairá não sei de onde. O sol agora se mostra entre as ultimas folhas das árvores da pequena montanha. Uma  ultima olhada no relógio, estava na hora de partir. O azul celeste se misturava com o infinito oceano  para quem olhasse para o leste, onde ao longe uma pequena embarcação vagarosamente deslizava sobre a fita azul marinho. Ele esta de volta; exclamou, sim m...

Entre as nuvens.

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 Era uma tarde de inverno, o sol já estava pedindo permissão para bater em retirada; o caminhada pela orla da praia trazia uma visão das mais belas. Cabisbaixo e pensativo ele seguia ao encontro daquela que mudaria qualquer dificuldade que tivera no decorrer do dia. Seu sorriso e jeito carinhosa, ela era de fácil lidar. Logo a avistou, seu coração disparou ao ver aquela meiga figura que caminhava ao seu encontro. Olhares se cruzaram, um doce sorriso, e os dois se misturaram em apertado abraço, quando perceberam estavam no píer, olhando as ultimas gaivotas que procuravam por abrigo para passar a noite; que agora parecia desenha-se muito fria. Ele tirou seu casaco e colocou ligeiramente sobre os ombros dela, começaram a caminhar vagarosamente pela praia que agora, estava apenas sendo humedecida pelas ondas que espumavam sobre ela. O ruído delas quebrando, fazia com que mantivessem silencio enquanto caminhavam. Olhares foram trocados por alguns segundo, e as palavras surgiram novament...

Vivendo no limite.

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 Era quase final de ano, mas para aqueles meninos pobres, era o inicio de um sonho; os presentes que poderiam ganhar de natal. Quase todos anos eles ganhavam alguma coisa, tanto que os mais zelosos ainda tinham os carrinhos dos anos anteriores. Era a única coisa boa que acontecia ao longo de um ano. Nos demais dias, era sofrimento e tristeza, com o calor escaldante de verão, as tempestades no final do período; e sem contar com a fome que as vezes era de torcer o estomago. Mas não havia tempo para lamentos, se a natureza e as coisas não contribuíam muito, a falta de vontade nunca faltava para aquele meninos pobres, o trabalho duro na ajudar seus pais, horas de caminhas para chegar na escolinha; isso nunca fora sacrifício.  Os tempos se foram, como agua que corre em desfiladeiros, foram-se rápidos os dias; mas as dificuldades agora de jovens adolescente com responsabilidades dobradas não aliviaram a rotina deles. Agora os trabalhos eram pesados, mas a barriga já não doía tanto, ...

Lembranças felizes.

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 Era sábado dia de feira na pequena cidade do interior, chegávamos cedo e íamos descendo pela rua cruzando pelas barraquinhas montadas; cada uma expunha seus produtos, frutas, verduras, roupas: mais o que nos gostávamos era da barraquinha do pastel e calde-de-cana, que ficava quase no final da feira. Comprávamos um pastel e algumas mangas, e nos dirigíamos para praça perto da igreja matriz; gostávamos de sentar na calçada da igreja que era bem elevada, construção antiga feita por escravos. Ao lado da igreja havia uma banca de revista que era do pai de um amigo nosso, aproveitávamos para ler gibis quando o pai dele não estava, porque ai poderíamos devolver sem ter que comprar. Como só viajávamos de ônibus e que tinha três horários, deixávamos para ir no ultimo horário que era as dezessete e trinta; então aproveitávamos cada minuto na pequena cidade, íamos na quadra onde estudávamos jogar: os times eram montados conforme a bola que aparecia, se bola fosse de basquete, time de basquet...

Quando se esforçar já não é suficiente.

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 O sol continua com todo seu fulgor a maltratar a minha pele; o suor escorre pelo meu rosto, penetra em meus olhos e começa arder pelo sal. Caminho mais alguns metros a procura de uma sombra para me abrigar; respiro ofegante por uns minutos, e logo percebo que já não sou o mesmo. A idade vai chegando e com ela todas as lastimas que nosso corpo sofreu durante as lutas ao longo dos anos.  Gostaria de voltar um pouco no tempo, onde meu corpo tinha força para desafiar as intempéries da natureza, mas isso agora é impossível, não da para lamentar pois os dias difíceis ficaram para a história. Na juventude tínhamos muito no corpo e pouco na cabeça; hoje pouco no corpo mais muito na cabeça. principalmente porque podemos olhar para traz e se regozijar dos feitos bem feitos. Tudo tem seu tempo e a seu tempo, até para envelhecer. As rugas e cabelos que começam embranquecer, cicatrizes e muitas historias a serem contadas. Dos amores, das dores e decepções que a vida nos mostra, nas curvas...

Quando tudo se vai!

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 Os dias se vão tão rápidos com uma corredeira montanha a baixo; as lembranças vão se tornando escassas em nosso memória agora cansado com o decorrer do tempo. As tardes já não tem por de sol, pois a grandes nuvens escuras tomaram conta de todo céu; as chuvas se tornaram periódicas e o frio e constante, pelas manhãs ele machucam nosso rosto que aos poucos vão se franzindo com a idade. O que nos resta e entender é que o tempo não espera ninguém, e que um dia segurei suas mãozinhas pequenas, e vi vocês correndo trêmulos em suas perninhas poucos seguras, sim cada um a seu tempo!  O que sei é que estive lá, agora seus meus pés que fraquejam e minhas mão tremulas vão perdendo a força, pois mais que me esforce as lembranças vão se apagando de minha mente cansada, e um dia tudo se tornará apenas história e poucas lembranças restarão;mas eu sempre estive lá! Até mesmo quando não estava,eu estava! O melhor lembrança de todas, é que eu amei, sim em tudo, até mesmo quando senti raiva ama...

A janela quebrada.

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Eram quase meia noite e ela ainda estava acordada, seu dia  tinha sido cansativo os filhos pequenos, e agora com mais esse papel; trabalhar e ser mãe ao mesmo tempo. Era uma tarde de outono quando ele a conheceu, o vento vindo da costa esfriava repentinamente aquela tarde, e nos estávamos no estacionamento quando ela passará por nós; cumprimentou com sorriso triste e cansado, mas pondera depois de tantas horas de trabalho seria quase impossível não sentir cansaço. Cabelos presos e uniformizada que escondia uma certa beleza, parecia aquelas lindas mansões com piscinas e belos jardins floridos, mas com uma janela quebrada tirando o credito para quem apenas olha, o desleixo dos seus proprietários.Tudo que parece abandonado perde o  seu certo valor; precisa-se de muito cuidado para ser restaurado e do interesse de quem quer investir. O tempo passou e as estações se foram juntas, sonhos que tinha, se esfarelando junto com as esperanças e projetos que não lhe renderam nada, apenas c...