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Agora eu sei.

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São quase dezesseis horas,estávamos sentado olhando os pássaros que construíram seus ninhos em nosso pequeno jardim, seus voos quase que constantes em busca de matéria prima para sua delicada construção, isso me fez refletir o cuidado que cada ser tem com sua vida, seja ela mais ou menos relevante. Nesses vai e vem dos pássaros, nos fez ver o quanto falhamos com tudo que somos ou tentamos ser e fazer. Os pássaros tem uma atividade só, construir seu ninho para sua prole na qual faz com todo carinho e destreza. Diferente de nós humanos que por sermos seres racionais,pensantes mais do que produtivos; falhamos em todos os nossos aspectos mais simples da vida. Começamos nossas vidas falhando como filhos, alunos, namorados(as), esposo(as), pais, funcionários e patrões.Falhamos o tempo todo! Por essa razão criamos desculpas para tudo e para todos, reclamações de tudo e de todos,sempre procuramos culpados pelos nossos fracassos e lamentamos nossas mazelas quase que em coro. Passamos...

Dos dias lindos que vivi.

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Talvez aquela manhã seria igual a qualquer outra se não fosse o fato de termos nos encontrado, ao longe caminhando pela praia, mais parecia um deserto de areia gelada que teimava em confrontar aquela imensidão azulada e silencioso.  No fundo o sol que agora despontava causando um reflexo avermelhado no imenso tapete azul; eu estava ali imerso sobre aquela montanha de areia branca, minha mente desvairava viajando por mundos desconhecidos, a busca por entendimento de tantas belezas que não conseguiria desfrutar nem vivendo um milhão de anos. A sua presença foi logo notada pelo cheiro suave de flores das campinas colocadas em frascos para perfumar seu corpo,esse que agora exalava o ar em nosso redor. Um olhar poucas palavras, e agora estamos nos dois observando o nada, sentado sobre a areia fina e branca. Por fim um ruido quebra o silencio, eram as gaivotas que agora vibravam com o sol que não percebemos, mas já se encontrava alguns metros a cima da linha do horizonte. Nov...

Quando eu morrer.

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Será que; quando eu morrer levarão flores amarelas e vermelhas? Ou apenas lenços brancos! Que deixarei; e que história contarão ao meu respeito? Aos que me amaram, chorão pouco se conformaram logo, pois me amaram; aos que não fizeram plantearão junto ao meu féretro por aquilo que não fizeram,em vão falso como seus amores. Será que terá sol ou chuva? Não sei! Se estiver de sol,vão pelas sombras; se chuva levem guarda -chuvas. Apenas não se demorem com minha despedida; pois quem por perto esteve desfrutou de tudo que pude dar, quem não o fez não tem porque tanto me olhar, ali jazera apenas meu corpo frio e vazio, porque se delongar! Será porque não estarei mais ali! Talvez seja porque quem distante ficou continuará distante. Quando eu morrer; evitem falatórios de bom pressejos, pois não melhorarei mais do que eras, pois aos que me odiaram,por seus ódio os fizeram; os que me amaram a sim fizeram por amor próprio. Não serei tão melhor, nem tão pior, apenas serei mais um que morre...

Só o tempo.

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Por onde começar, ou onde parar; só o tempo! Só o tempo pode nos mostrar o quanto envelhecemos, o quem amamos e quem um dia decidiu nos abandonar. Porque razão o vento sopra em varias direções, ou porque as folhas caem, as flores murcham; e porque não falarmos do silencio. Quando das manhãs de primavera, sentir os cheiros suaves das flores que despertam um colorir em nossas vidas. Porque não falar das tardes cinzentas do outono, as lembranças podem reproduzir em nós coisa que só o tempo pode produzir. Das passadas largas nas calçadas em busca de um bom café para aliviar o cansaço de um dia triste; agora não ha mais primavera; e não ha mais vida nas plantas, suas folhas avermelhadas que cismam em cair sorrateiramente cobrindo a grama do jardins, quem pode explicar! Só o tempo! Quando o calor de uma manhã de verão não são incomparáveis as noites de inverno, de céus estrelados, onde a estrela vermelha conta seus contos de casais apaixonados em suas lembranças extravagantes con...

Dezesseis.

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Os dias agora estavam mais aquecidos com a chegada do verão, e tudo que ele queria na realidade era aproveitar o entardecer sentado na areia úmida, que  agora era banhado por pequenas ondinhas. O vento batia suave em sua face triste e solitária, as rugas das queimaduras do sol ajudavam dar um ar de aparência mais velha aquele pequeno homem; que agora perece perder-se junto com seu olhar na imensidão azulada do mar. Um casal mais jovens se aproximam, mais como se ele não estivesse ali, eles passam e nem olham, seguem caminhando pela areia da praia e vão até sumirem de vista. O silêncio e as vezes é quebrado por um estrondo de uma onda mais forte, mais nada que o incomode, ali inerte em seu mundo a parte tentando desenrolar seus pensamentos, que vagueia pelos anos esquecidos na memória. Seus dezesseis, há os dezesseis anos,como tudo passa rápido, os projetos as oportunidades que vieram e se foram como as brisas das marés, os amigos que se foram e não voltam mais. As partidas ...

Das canções que toquei.

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A tarde estava fria, e uma neblina caia sorrateira umedecendo as folhas da grama em meu jardim enquanto eu sentado no piano dedilhando as canções que gostava de tocar. O tempo passa em nossas vidas e poucas coisas valorizamos; parece tudo tão supérfluo, os sentidos das cores, os ritmos das canções, os embalo da bola das crianças que correm na rua, enquanto ela fica as crianças crescem e partem. Sentado ali ao som de uma nota menor, enquanto lembrava da ultima canção que toquei onde meu pai com lagrimas me observava. Pensei que aquela seria uma das melhores composições na qual havia feito. Geralmente quem toca piano, oferece sua alma nas pontas dos dedos para tocar a alma de quem ouve, mas eu não sabemos tocar; nem piano, nem as almas das pessoas. Somos frio e calculista como a neblina que cai por agora no jardim; pela janela enquanto a tarde úmida se vai, ficamos sentado ao pé do piano dedilhando nosso ultima canção, onde nossos sentimentos se esvaem com saudades do meu pai. ...

Depois do outono

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Jhonny corria com sua bicicleta rumo a sua casa depois de um dia cansativo de trabalho; agora já eram quase 18:00 e estava escurecendo, caia uma chuvinha fraca e o frio agora era mais intenso. Depois de pedalar por alguns minutos e entrar na via que levaria seu bairro ele começa a observar que grandes bandos de pássaros criavam uma coluna em "V" fugindo para seu abrigo noturno. Encantado com aquela cena, vieram-lhe a mente os tempos de criança quando corriam atrás de uma velha bola na rua empoeirada da estrada e só se recolhiam quando os pássaros voavam em bandos para uma grande touça de bambus, onde costumavam pernoitar. Quantas lembranças boas e felizes que gostaria que ficassem se repetindo a cada instante em nossas vidas, pensou Jhonny!  Os irmãos e amigos que o tempo tratou de separa-los; alguns amigos se foram para sempre; outros ainda vivem em lugares diferentes com suas famílias: as meninas das escolas e dos bairros, dos campos de futebol em finais de semana...