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A morte da loba!

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 Era noite de inverno, o frio era intenso e a umidade na pele da velha loba faziam estremecer, os uivos dos ventos cortantes na montanhas eram de causar arrepios aos mais valentes dos lobos. Ela tentou se agazalhar por baixo de uma fenda da rocha esperando pelo amanhecer, ja fazia dias que não encontrara nem um comondongo para matar sua fome. Ao longe, o céu claro pelo brilho da lua, e estrelas salpicantes traziam velhas lembranças da grande matilha, que liderará por anos naquelas montanhas. Varias ninhadas de filhotes,havia criado; e agora o lider da matilha era um de seus filhotes, um lobo cinzento de olhos claros e vivos,temido por todos,um eximio caçador e líder. Preza em seus pensamentos ela adormeceu!  O sol já começava a se manifestar por entre as folhagem das arvores surradas pelo vento, queimada pelo intenso frio, em alguns pontos mais altos a neve brilhava no reflexo da luz do sol, a velha loba ainda imovél abriu seus olhos,moveu sua cabeça para direção do horizonte,...

O esconderijo de Ray

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 O verão já tinha acabado, mas o calor ainda o sufocava as vezes, o caminho até as montanhas eram estreitos e íngremes. Ray caminhava apressadamente, o suor que agora escorria pela sua face penetrava em seus olhos fazendo arder; mais ele não podia parar, logo o sol ia se por e não chegar o topo da colina com claridade não era um bom negocio. Uma rápida parada para tomar um gole de água e amarrar sua botas, eram os minutos que poderia perder. Logo estaria na clareira, ali a floresta surrada pelo vento, já não era alta e os últimos raios de sol agora estavam a mostra, alguns metros do topo da colina a vegetação era uma mistura de musgo esverdeado com pequenas arvores, algumas orquídeas de flores amareladas, típicas do outono naquela região. Mais uns passos e agora, ele poderia descer sua mochila carregada de equipamentos para acampar. Que lindo! Sussurrou ele ainda ofegante! É o melhor lugar aonde alguém como eu poderia estar, pensou ele em voz alta! Ray não era muito sociável, gosta...

Pra ser sincero!

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O dia começou calmante, a luz do sol na janela penetrava entre as frestas deixada na cortina, os pássaros gorjeavam na arvore em frente a janela, quebrando o silencio do amanhecer. Ele esticou os braços preguiçosos, e logo estava de pé na varanda olhando para o céu azul. Que dia lindo! Precisava fazer tantas coisas, mas o dia estava tão bonito que preferiu sair, dar uma volta. Nunca foi seu costume sair final de semana, pois a responsabilidade domesticas eram prioridades. Mas seguiu pela avenida central ate a loja, pois precisava comprar alguma coisa que estavam em falta na casa. Na loja encontrou uma velha conhecida que fazia tempo que não há via! trocaram alguns assuntos, e logo estava de volta.  Uma boa olhada no jardim pra ver se estava tudo em ordem, segue-se então a rotina costumeira. Agora cheirava lavanda dentro de casa, estava tudo limpinho e perfumado, jogou-se na poltrona com controle nas mãos, e "pra ser sincero!" Adormeceu!

"Quem me dera!"

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Os dias passam rápido, e a ansiedade pela chegada do mês de seu aniversario, era tudo que ela queria. Aqueles momentos único, onde se apaga as velas e o pedido e feito; alias nunca é realizado, não sei porque fazer esses pedidos ela indagou! É apenas simbolismo exclamou ele! A vida é cheia de realizações continuou ele, a questão é qual valor que damos a eles. Certo! -Você tem razão! olha lá fora; o jardim esta todo florido, as borboletas ainda estão voando, mesmo que o sol já esteja se pondo elas continuam lá. -Veja quantas coisa boas e lindas temos e sem fazer nenhum pedido! O nosso aniversario é só mais uma data. E verdade! Disse ela, com olhar quase perdido, fixado no horizonte azulado. Como o tempo passa rápido! Ontem éramos apenas crianças, hoje já somos adultos querendo ser criança, muitas responsabilidades, mais ainda queremos bolo de aniversario com velas e tudo! Sorriu ele! Precisamos nos apressar, nossos amigos estão no portão, é vamos arrumar tudo! Vai ficar maravilhoso, ess...

Mais uma vez

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  Um olhar mais uma vez para o horizonte, onde o sol agora começara a despedir-se de mais um dia. A brisa que vinha do mar estava fresca, logo a cima passou um enorme bando de pássaros migratórios fazendo ressoar as asas. Havia uma meia dúzia de crianças gritando e correndo; o motivo, não sabemos, elas estão sempre correndo e gritando mesmo. Um olhar mais lucido agora para as montanhas podíamos ver algumas árvores, que despontavam a cima das outras com cores diferenciadas. Mais ao norte um jovem senhora, tentava acalmar seu cão vira-latas, que agora insistia saltar um pequeno muro atrás de um gato todo malhado que sairá não sei de onde. O sol agora se mostra entre as ultimas folhas das árvores da pequena montanha. Uma  ultima olhada no relógio, estava na hora de partir. O azul celeste se misturava com o infinito oceano  para quem olhasse para o leste, onde ao longe uma pequena embarcação vagarosamente deslizava sobre a fita azul marinho. Ele esta de volta; exclamou, sim m...

Entre as nuvens.

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 Era uma tarde de inverno, o sol já estava pedindo permissão para bater em retirada; o caminhada pela orla da praia trazia uma visão das mais belas. Cabisbaixo e pensativo ele seguia ao encontro daquela que mudaria qualquer dificuldade que tivera no decorrer do dia. Seu sorriso e jeito carinhosa, ela era de fácil lidar. Logo a avistou, seu coração disparou ao ver aquela meiga figura que caminhava ao seu encontro. Olhares se cruzaram, um doce sorriso, e os dois se misturaram em apertado abraço, quando perceberam estavam no píer, olhando as ultimas gaivotas que procuravam por abrigo para passar a noite; que agora parecia desenha-se muito fria. Ele tirou seu casaco e colocou ligeiramente sobre os ombros dela, começaram a caminhar vagarosamente pela praia que agora, estava apenas sendo humedecida pelas ondas que espumavam sobre ela. O ruído delas quebrando, fazia com que mantivessem silencio enquanto caminhavam. Olhares foram trocados por alguns segundo, e as palavras surgiram novament...

Vivendo no limite.

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 Era quase final de ano, mas para aqueles meninos pobres, era o inicio de um sonho; os presentes que poderiam ganhar de natal. Quase todos anos eles ganhavam alguma coisa, tanto que os mais zelosos ainda tinham os carrinhos dos anos anteriores. Era a única coisa boa que acontecia ao longo de um ano. Nos demais dias, era sofrimento e tristeza, com o calor escaldante de verão, as tempestades no final do período; e sem contar com a fome que as vezes era de torcer o estomago. Mas não havia tempo para lamentos, se a natureza e as coisas não contribuíam muito, a falta de vontade nunca faltava para aquele meninos pobres, o trabalho duro na ajudar seus pais, horas de caminhas para chegar na escolinha; isso nunca fora sacrifício.  Os tempos se foram, como agua que corre em desfiladeiros, foram-se rápidos os dias; mas as dificuldades agora de jovens adolescente com responsabilidades dobradas não aliviaram a rotina deles. Agora os trabalhos eram pesados, mas a barriga já não doía tanto, ...

Lembranças felizes.

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 Era sábado dia de feira na pequena cidade do interior, chegávamos cedo e íamos descendo pela rua cruzando pelas barraquinhas montadas; cada uma expunha seus produtos, frutas, verduras, roupas: mais o que nos gostávamos era da barraquinha do pastel e calde-de-cana, que ficava quase no final da feira. Comprávamos um pastel e algumas mangas, e nos dirigíamos para praça perto da igreja matriz; gostávamos de sentar na calçada da igreja que era bem elevada, construção antiga feita por escravos. Ao lado da igreja havia uma banca de revista que era do pai de um amigo nosso, aproveitávamos para ler gibis quando o pai dele não estava, porque ai poderíamos devolver sem ter que comprar. Como só viajávamos de ônibus e que tinha três horários, deixávamos para ir no ultimo horário que era as dezessete e trinta; então aproveitávamos cada minuto na pequena cidade, íamos na quadra onde estudávamos jogar: os times eram montados conforme a bola que aparecia, se bola fosse de basquete, time de basquet...

Quando se esforçar já não é suficiente.

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 O sol continua com todo seu fulgor a maltratar a minha pele; o suor escorre pelo meu rosto, penetra em meus olhos e começa arder pelo sal. Caminho mais alguns metros a procura de uma sombra para me abrigar; respiro ofegante por uns minutos, e logo percebo que já não sou o mesmo. A idade vai chegando e com ela todas as lastimas que nosso corpo sofreu durante as lutas ao longo dos anos.  Gostaria de voltar um pouco no tempo, onde meu corpo tinha força para desafiar as intempéries da natureza, mas isso agora é impossível, não da para lamentar pois os dias difíceis ficaram para a história. Na juventude tínhamos muito no corpo e pouco na cabeça; hoje pouco no corpo mais muito na cabeça. principalmente porque podemos olhar para traz e se regozijar dos feitos bem feitos. Tudo tem seu tempo e a seu tempo, até para envelhecer. As rugas e cabelos que começam embranquecer, cicatrizes e muitas historias a serem contadas. Dos amores, das dores e decepções que a vida nos mostra, nas curvas...

Quando tudo se vai!

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 Os dias se vão tão rápidos com uma corredeira montanha a baixo; as lembranças vão se tornando escassas em nosso memória agora cansado com o decorrer do tempo. As tardes já não tem por de sol, pois a grandes nuvens escuras tomaram conta de todo céu; as chuvas se tornaram periódicas e o frio e constante, pelas manhãs ele machucam nosso rosto que aos poucos vão se franzindo com a idade. O que nos resta e entender é que o tempo não espera ninguém, e que um dia segurei suas mãozinhas pequenas, e vi vocês correndo trêmulos em suas perninhas poucos seguras, sim cada um a seu tempo!  O que sei é que estive lá, agora seus meus pés que fraquejam e minhas mão tremulas vão perdendo a força, pois mais que me esforce as lembranças vão se apagando de minha mente cansada, e um dia tudo se tornará apenas história e poucas lembranças restarão;mas eu sempre estive lá! Até mesmo quando não estava,eu estava! O melhor lembrança de todas, é que eu amei, sim em tudo, até mesmo quando senti raiva ama...

A janela quebrada.

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Eram quase meia noite e ela ainda estava acordada, seu dia  tinha sido cansativo os filhos pequenos, e agora com mais esse papel; trabalhar e ser mãe ao mesmo tempo. Era uma tarde de outono quando ele a conheceu, o vento vindo da costa esfriava repentinamente aquela tarde, e nos estávamos no estacionamento quando ela passará por nós; cumprimentou com sorriso triste e cansado, mas pondera depois de tantas horas de trabalho seria quase impossível não sentir cansaço. Cabelos presos e uniformizada que escondia uma certa beleza, parecia aquelas lindas mansões com piscinas e belos jardins floridos, mas com uma janela quebrada tirando o credito para quem apenas olha, o desleixo dos seus proprietários.Tudo que parece abandonado perde o  seu certo valor; precisa-se de muito cuidado para ser restaurado e do interesse de quem quer investir. O tempo passou e as estações se foram juntas, sonhos que tinha, se esfarelando junto com as esperanças e projetos que não lhe renderam nada, apenas c...

Prisioneiros do acaso.

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O tempo esta passando,estamos todos em casa e observando o jardim; está secando, por causa das mudanças repentinas de temperatura. Hoje pela manhã esta bem frio,mas logo o sol veio iluminar a manhã e nos aquecer tornando uma manhã muito linda de céu límpido. Mas infelizmente para nos não adianta muito, nos tornamos "prisioneiros do acaso",o acaso não pode  nos deixar sair e viajar; as vezes nos angustia, e pegamos pensando "o quanto nos vale a liberdade!" Como é ficar preso em uma minuscula gaiola então;com a vastidão do infinito para voar? Como é desconfortante refletirmos no que tiramos de outros quando o agora nos é tirado. A semanas não sinto o cheiro do mar nem ouço o guilhochar das gaivotas, e como estará ás pequenas pedras brancas que as ondas sempre trazem por essa época? Tudo passa muito rápido:e o que estamos perdendo? Quando do amanhã  se possível for olharmos para trás o que nos faltou? O que tiraram de nos? Ou sera que não eramos dignos de tal! A ...

Sol da Saudade

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O tempo é passageiro, como um filete de água que não cansa de escoar-se do pé da rocha; olho para o horizonte, e me vem as boas lembranças a tona daquelas tardes de outono de céu azul. Ainda é verão, mas o vendo frio e desavisado agora começa o surrar meu rosto cansado de um dia duro de trabalho.Sei que nenhum dos dias são extremamente iguais a outro,mas algo no ar me diz que já estive momentos como esse, embora sabemos que quase tudo se repete, não os dias! não!eles passam de formas diferentes. As flores da primavera não se compara as folhas amareladas do outono, nem mesmo os brotos verdes do começo de verão; mas tudo é de rara beleza, os perfumes agora são mais aguçados, sim posso sentir o cheiro da plantas do meu jardim entrarem pela janela do meu quarto e invadir a minha alma pesarosa de saudade. As lembrança agora surrateiam minha memória me carregando em viagens distante no passado,olho mais uma vez pela janela pra ver se estou acordado mesmo, se tudo não passa de ilusão de m...

Agora eu sei.

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São quase dezesseis horas,estávamos sentado olhando os pássaros que construíram seus ninhos em nosso pequeno jardim, seus voos quase que constantes em busca de matéria prima para sua delicada construção, isso me fez refletir o cuidado que cada ser tem com sua vida, seja ela mais ou menos relevante. Nesses vai e vem dos pássaros, nos fez ver o quanto falhamos com tudo que somos ou tentamos ser e fazer. Os pássaros tem uma atividade só, construir seu ninho para sua prole na qual faz com todo carinho e destreza. Diferente de nós humanos que por sermos seres racionais,pensantes mais do que produtivos; falhamos em todos os nossos aspectos mais simples da vida. Começamos nossas vidas falhando como filhos, alunos, namorados(as), esposo(as), pais, funcionários e patrões.Falhamos o tempo todo! Por essa razão criamos desculpas para tudo e para todos, reclamações de tudo e de todos,sempre procuramos culpados pelos nossos fracassos e lamentamos nossas mazelas quase que em coro. Passamos...

Dos dias lindos que vivi.

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Talvez aquela manhã seria igual a qualquer outra se não fosse o fato de termos nos encontrado, ao longe caminhando pela praia, mais parecia um deserto de areia gelada que teimava em confrontar aquela imensidão azulada e silencioso.  No fundo o sol que agora despontava causando um reflexo avermelhado no imenso tapete azul; eu estava ali imerso sobre aquela montanha de areia branca, minha mente desvairava viajando por mundos desconhecidos, a busca por entendimento de tantas belezas que não conseguiria desfrutar nem vivendo um milhão de anos. A sua presença foi logo notada pelo cheiro suave de flores das campinas colocadas em frascos para perfumar seu corpo,esse que agora exalava o ar em nosso redor. Um olhar poucas palavras, e agora estamos nos dois observando o nada, sentado sobre a areia fina e branca. Por fim um ruido quebra o silencio, eram as gaivotas que agora vibravam com o sol que não percebemos, mas já se encontrava alguns metros a cima da linha do horizonte. Nov...

Quando eu morrer.

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Será que; quando eu morrer levarão flores amarelas e vermelhas? Ou apenas lenços brancos! Que deixarei; e que história contarão ao meu respeito? Aos que me amaram, chorão pouco se conformaram logo, pois me amaram; aos que não fizeram plantearão junto ao meu féretro por aquilo que não fizeram,em vão falso como seus amores. Será que terá sol ou chuva? Não sei! Se estiver de sol,vão pelas sombras; se chuva levem guarda -chuvas. Apenas não se demorem com minha despedida; pois quem por perto esteve desfrutou de tudo que pude dar, quem não o fez não tem porque tanto me olhar, ali jazera apenas meu corpo frio e vazio, porque se delongar! Será porque não estarei mais ali! Talvez seja porque quem distante ficou continuará distante. Quando eu morrer; evitem falatórios de bom pressejos, pois não melhorarei mais do que eras, pois aos que me odiaram,por seus ódio os fizeram; os que me amaram a sim fizeram por amor próprio. Não serei tão melhor, nem tão pior, apenas serei mais um que morre...

Só o tempo.

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Por onde começar, ou onde parar; só o tempo! Só o tempo pode nos mostrar o quanto envelhecemos, o quem amamos e quem um dia decidiu nos abandonar. Porque razão o vento sopra em varias direções, ou porque as folhas caem, as flores murcham; e porque não falarmos do silencio. Quando das manhãs de primavera, sentir os cheiros suaves das flores que despertam um colorir em nossas vidas. Porque não falar das tardes cinzentas do outono, as lembranças podem reproduzir em nós coisa que só o tempo pode produzir. Das passadas largas nas calçadas em busca de um bom café para aliviar o cansaço de um dia triste; agora não ha mais primavera; e não ha mais vida nas plantas, suas folhas avermelhadas que cismam em cair sorrateiramente cobrindo a grama do jardins, quem pode explicar! Só o tempo! Quando o calor de uma manhã de verão não são incomparáveis as noites de inverno, de céus estrelados, onde a estrela vermelha conta seus contos de casais apaixonados em suas lembranças extravagantes con...

Dezesseis.

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Os dias agora estavam mais aquecidos com a chegada do verão, e tudo que ele queria na realidade era aproveitar o entardecer sentado na areia úmida, que  agora era banhado por pequenas ondinhas. O vento batia suave em sua face triste e solitária, as rugas das queimaduras do sol ajudavam dar um ar de aparência mais velha aquele pequeno homem; que agora perece perder-se junto com seu olhar na imensidão azulada do mar. Um casal mais jovens se aproximam, mais como se ele não estivesse ali, eles passam e nem olham, seguem caminhando pela areia da praia e vão até sumirem de vista. O silêncio e as vezes é quebrado por um estrondo de uma onda mais forte, mais nada que o incomode, ali inerte em seu mundo a parte tentando desenrolar seus pensamentos, que vagueia pelos anos esquecidos na memória. Seus dezesseis, há os dezesseis anos,como tudo passa rápido, os projetos as oportunidades que vieram e se foram como as brisas das marés, os amigos que se foram e não voltam mais. As partidas ...

Das canções que toquei.

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A tarde estava fria, e uma neblina caia sorrateira umedecendo as folhas da grama em meu jardim enquanto eu sentado no piano dedilhando as canções que gostava de tocar. O tempo passa em nossas vidas e poucas coisas valorizamos; parece tudo tão supérfluo, os sentidos das cores, os ritmos das canções, os embalo da bola das crianças que correm na rua, enquanto ela fica as crianças crescem e partem. Sentado ali ao som de uma nota menor, enquanto lembrava da ultima canção que toquei onde meu pai com lagrimas me observava. Pensei que aquela seria uma das melhores composições na qual havia feito. Geralmente quem toca piano, oferece sua alma nas pontas dos dedos para tocar a alma de quem ouve, mas eu não sabemos tocar; nem piano, nem as almas das pessoas. Somos frio e calculista como a neblina que cai por agora no jardim; pela janela enquanto a tarde úmida se vai, ficamos sentado ao pé do piano dedilhando nosso ultima canção, onde nossos sentimentos se esvaem com saudades do meu pai. ...

Depois do outono

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Jhonny corria com sua bicicleta rumo a sua casa depois de um dia cansativo de trabalho; agora já eram quase 18:00 e estava escurecendo, caia uma chuvinha fraca e o frio agora era mais intenso. Depois de pedalar por alguns minutos e entrar na via que levaria seu bairro ele começa a observar que grandes bandos de pássaros criavam uma coluna em "V" fugindo para seu abrigo noturno. Encantado com aquela cena, vieram-lhe a mente os tempos de criança quando corriam atrás de uma velha bola na rua empoeirada da estrada e só se recolhiam quando os pássaros voavam em bandos para uma grande touça de bambus, onde costumavam pernoitar. Quantas lembranças boas e felizes que gostaria que ficassem se repetindo a cada instante em nossas vidas, pensou Jhonny!  Os irmãos e amigos que o tempo tratou de separa-los; alguns amigos se foram para sempre; outros ainda vivem em lugares diferentes com suas famílias: as meninas das escolas e dos bairros, dos campos de futebol em finais de semana...